Domingo, 23 de Janeiro de 2011

E o Senhor deixou-se baptizar

Em todo este tempo, desde o primeiro domingo do advento até hoje, fomo-nos confrontando com um percurso gradativo cada vez mais exigente, porque relacionado com o grandioso mistério do amor de Deus pelos homens.

            Do advento, tempo de espera e preparação, chegamos ao natal, tempo de reencontro, nascimento e reaproximação do Verbo Encarnado. Final de ano, fim de percurso e reinício de outro. Tempo de acção de graças por um ano vivido e uma vida partilhada. Dom gratuito. Um de Janeiro, eis que tudo recomeça. Coração expectante tentando afugentar a crise de tantas crises e em dia mundial da paz o assumir o compromisso de nos tornarmos instrumentos promotores deste grande desafio, alcançar a harmonia dos povos.

            Epifania. Todos vêm adorar o menino, de longe e de perto, humildes e sábios. E vieram do oriente.

            Baptismo do Senhor. Terminus de um ciclo festivo e inicio da vida publica de Jesus. Jesus não precisava de ser baptizado, mas ao ser manifesta a Sua glória e abre-nos as portas do céu. Santifica a água que nos irá dar o reconhecimento da filiação divina ao recebermos, também, o baptismo.

            O baptismo é nascimento para a vida, para a vida nova cheia do Espírito Santo. Este é portanto um dia de festa, em que todos os cristãos deveriam aproveitar para fazer um exercício introspectivo de reconciliação. Em primeiro lugar consigo próprios e num passo mais arrojado irmos ao encontro da reconciliação com o irmão. Festa, ainda, por termos recebido este dom extraordinário de, pelo baptismo, podermos chamar, cada um de nós, este Deus amor de ABBA = Pai (Paizinho).

            Urge, portanto, reflectirmos no nosso baptismo e que importância tem este sacramento de iniciação cristã na nossa vida, que nos deverá levar à participação da missão repleta de amor e doação do próprio Jesus Cristo que veio como servo. “Eis o meu servo”, através do qual Deus quis realizar o Seu plano salvífico.

            Perceber a verdadeira dimensão do baptismo leva-nos a aceitar todos os irmãos, crentes ou não crentes. Afinal é este um dos ensinamentos da liturgia – Deus não fez, não faz e jamais fará acepção de pessoas.

            Ao celebrarmos o baptismo do Senhor, celebramos, reavivamos e actualizamos o nosso próprio baptismo, a partir do qual passamos a ser um só com Deus, fazendo parte da Sua família e sendo verdadeiramente o Seu povo.

            A todos nós, a começar por mim, fica o convite / desafio que o baptismo que nos configura com Jesus Cristo nos leve a amar, a compreender e desculpar as fraquezas uns dos outros, a começar dentro da nossa família, que também é dom divino e vocação humana. E assim, este amor ao próximo irá tornar-se num verdadeiro espírito de serviço e doação, à imagem daquele que veio para servir e não para ser servido.

            A continuação de um óptimo domingo, festa do baptismo do Senhor, de todos os baptismos e baptizados.

 

Diác. António Rocha

publicado por emrcvida às 16:30
link do post | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Junho 2011

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10
11

13
14
15
16
17
18

19
21
22
23
24
25

26
27
28
29
30


.posts recentes

. Ao 9º B - Ano lectivo 201...

. E... fez-se festa!

. E o Senhor deixou-se bapt...

. 8 de Dezembro - Imaculada...

. ...

. EBI de A...

. O País que não temos… pel...

. Professor e Republica

. Na E.B. 2, 3 da Maia, ges...

. Pe. José Agostinho de Sou...

.arquivos

. Junho 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Outubro 2010

. Julho 2010

. Maio 2010

. Março 2009

. Janeiro 2009

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Maio 2008

. Fevereiro 2008

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

.Contador

Free Web Counters
Free Counter
blogs SAPO

.subscrever feeds